terça-feira, 22 de abril de 2008

DIA MUNDIAL DA TERRA " FUTURO NEGRO"


Contextualização Histórica:

A 21 de Março de 1970 proclamava-se, na cidade norte-americana de São Francisco, o Dia Mundial da Terra. A celebração mudou de data - 22 de Abril -, passados 34 anos, o dia continua a ser comemorado em todo o Mundo, em nome da reverência e da protecção da Natureza. Portugal também assinalou o dia, dedicando-o, este ano, à Geologia.
O evento marca o início do Dia da Terra, tradicionalmente observado com o toque de sinos. A data foi criada para relembrar a população mundial da sua responsabilidade na protecção do planeta.

A ideia foi planeada pelo norte-americano John McConnell, que a apresentou em 1969, na conferência da UNESCO sobre o Ambiente. O primeiro Dia Mundial da Terra foi celebrado a 21 de Março (o primeiro dia de Primavera), face ao interesse de McConnell na exploração espacial e no Equinócio de Março - considerado o dia do "equilíbrio global".


Hoje em Portugal, este dia é este ano dedicado à geologia, com a atribuição de um prémio à Câmara de Idanha-a-Nova, pela conservação e valorização do seu património. Prémio atribuído pelo grupo português da Associação Europeia para a Conservação do Património geológico e pela National Geographic Portugal.
Do património geológico fazem parte um conjunto de locais, como rochas, minerais ou paisagens, que são testemunhos importantes na reconstituição de fenómenos importantes, para perceber as modificações que o planeta foi comportando ao longo do tempo.

Amanhã vamos ter um
Horizonte escuro:

Apesar de as grandes companhias multinacionais ligadas à exploração do petróleo e da electricidade tentarem negar que a Terra está a aquecer, nota-se facilmente que o clima está a mudar. O Instituto de Meteorologia revelou que em Agosto do ano passado o mercúrio dos termómetros subiu mais 2,8 graus que o habitual.As alterações climáticas mais notadas prendem-se com a chuva. As inundações sucedem-se em todo o mundo e geralmente fora de estação.
Entre 1971 e 1995 afectaram 1,5 mil milhões de pessoas, fazendo 318 mil vítimas e deixando 81 milhões sem casa. Por outro lado, entre 1992 e 2001 a fome e a seca foram responsáveis por quase metade das vítimas das catástrofes naturais.O Pentágono – Departamento de Defesa dos Estados Unidos – prevê que dentro de 20 anos milhões de vidas possam perecer devido a secas, frios polares, fomes e guerras pelo controlo dos recursos naturais como a água. As bacias do Nilo, do Danúbio e do Amazonas podem ser áreas de conflito.A subida do nível das águas do mar e o aumento das tempestades pode vir a destruir as barreiras costeiras de protecção dos Países Baixos e da Califórnia. A Europa e os Estados Unidos vão transformar-se em autênticas fortalezas para se protegerem das populações forçadas a abandonar zonas costeiras ocupadas pelo mar ou lugares onde não é possível praticar a agricultura. O Sul da Europa será a área mais disputada, quer por escandinavos quer por africanos. A população dos trópicos será especialmente vulnerável, com 400 milhões de pessoas em risco.

O cumprimento do Protocolo de Quioto é a única maneira de controlar o efeito de estufa. Os governos têm que reduzir em cinco por cento de emissões de CO2. 100 países já ratificaram o documento, mas juntos são responsáveis por apenas 43,7 por cento das emissões. Mais difícil será convencer a América a enveredar por uma política de desenvolvimento mais limpa e amiga do ambiente.

www.audacia.org

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Herói Algarvio, Herói Português "Remexido"

Remexido ou Remechido (como se escrevia no século XIX), nome por que ficou conhecido José Joaquim de Sousa Reis (Estômbar, 19 de Outubro de1797 - Faro, 2 de Agosto de 1838) foi um célebre guerrilheiro algarvio, que nasceu no Algarve em 1796, em Estombar.

História

Casou-se em S. Bartolomeu de Messines. Deve-se, aliás, ao seu casamento , o nome por que ficou conhecido, já que se rebelou (remexeu)contra o seu tutor, que lhe proibia o casamento. Era um homem de posses, capitão de ordenanças, além de exercer a função de recebedor do concelho. Servindo D. Miguel, derrotou, em conjunto com o general Tomás Cabreira, o famoso Sá da Bandeira, na batalha de Sant' Ana.Estava-se na época da guerra civil, entre liberais e miguelistas.
Quando o primeiro duque da Terceira tomou conta do Algarve, o Remechido escondeu-se na serra algarvia, onde, recorrendo a uma táctica de guerrilha e apoiado por serranos, venceu sistematicamente as tropas governamentais. Diversos crimes foram cometidos em seu nome e rapidamente se tornou uma lenda de temor que se espalhou até ao Alentejo. Contudo, estudos recentes parecem ilibá-lo de tais crimes e acções ignominiosas.
De facto, queimaram-lhe a casa, açoitaram-lhe publicamente a mulher por não revelar onde ele se encontrava escondido e, por fim,mataram-lhe um filho de 14 anos. Revoltado contra tal crueldade,vingou-se como podia e jamais se entregou, mantendo a sua acção de guerrilha mesmo depois da Convenção de Evoramonte. Procurava castigar os que os perseguiam, mas perdoava aos soldados que lhe caíam nas mãos, porque desempenhavam um serviço que eram obrigados a fazer.

Por fim, foi capturado, levado a Conselho de Guerra e fuzilado em Faro.Julgado por um Conselho pouco simpatizante da "causa miguelista", e mesmo tendo-lhe a rainha D. Maria II concedido o perdão, tal ordem não foi cumprida e fuzilaram-no por interesses políticos e pessoais.O Remechido (ou Remexido) é talvez a última personagem romântica do Algarve, um guerrilheiro contra-revolucionário que viveu e morreu pela causa absolutista e anti-liberal. Um exemplo de sacrifício e perseverança que deve servir de exemplo aos jovens revolucionários inconformistas que escolheram a via da dissidência para combater o actual estado de decadência em que está mergulhado o nosso país

Retirado de:
http://faroterraportuguesa.blogspot.com/2007/09/heri-algarvio-heri-portugus.html

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Ajude a decidir o rumo a dar à Europa.


A UE (União Europeia) é um bloco económico, político e social de 27 países europeus que participam de um projecto de integração política e económica.

Os países integrantes são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária. Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos (Holanda), Polónia, Portugal, Reino Unido, República, Roménia e Suécia. Macedónia, Croácia e Turquia encontram-se em fase de negociação. Estes países são politicamente democráticos, com um Estado de direito em vigor.


Participe num ou em vários debates e dê a sua opinião sobre os desafios que a Europa enfrenta actualmente.

Acha que a Europa está a ir na direcção certa?

Acha que as instituições europeias estão a ter um papel nas matérias verdadeiramente importantes?

Acha que as instituições se intrometem em questões menores e não interferem suficientemente noutras áreas relevantes como a criação de emprego e a defesa do consumidor?

Qual é a sua posição no debate sobre as alterações climáticas?

Até onde é que acha que as fronteiras da Europa se podem estender?Aproveite esta oportunidade e contribua para a definição do rumo a seguir.

http://forums.ec.europa.eu/debateeurope/index.php?language=portuguese


segunda-feira, 7 de abril de 2008

S.S. Dalai Lama


S.S. Dalai Lama nasceu a 6 de Julho de 1935, numa pequena aldeia tibetana. Os seus pais eram simples agricultores. Dois anos mais tarde foi reconhecido como Dalai Lama, e partiu com a sua família para Lassa com toda a sua família. Em 1940 é oficialmente nomeado líder espiritual dos Tibetanos.Toda a sua aprendizagem foi inteiramente religiosa e de carácter espiritual.

O seu campo principal de estudo foi a filosofia e a psicologia budista. Principalmente, estudou as obras de filósofos religiosos da escola Gelugpa à qual os Dalai Lama tradicionalmente pertencem.

Aprendeu de cor tratados sobre sânscrito, dialéctica, lógica, filosofia religiosa e metafísica, tendo obtido o título de Geshe Lhampara, ou seja, Doutor de doutrina budista. Por exemplo, em filosofia religiosa estudou a Prajna Paramita (a Perfeita Sabedoria Transcendente), a Via do Meio (Madhyamika), a disciplina monástica (Vinaya), a Metafísica (Abhidharma) e a lógica e dialéctica (Pramana). Os estudos eram acompanhados por longas horas de meditação ou orações na presença de vinte mil monges.

Sendo um defensor do pluralismo religioso, estudou também as principais obras das outras tradições budistas.

Costuma afirmar que é um simples monge budista ou que a sua verdadeira religião é a bondade.

Foi em Lassa que teve os primeiros contactos com a cultura Ocidental guiando os três carros importados pelo XIII Dalai Lama, fazendo instalar um projector de cinema no Potala, onde via filmes de Tarzan e conversava longamente com Heinrich Harrer.(Ver filme 7 anos no Tibete)

Em 1950 o regime chinês da época invade o Tibete. Durante nove anos, os tibetanos lutaram pacificamente para manterem a sua identidade sem nenhum resultado.

Em 1959 vendo que a própria sobrevivência do budismo tibetano estava em perigo se continuasse no Tibete, S.S. Dalai Lama deixa o seu país natal, refugiando-se na Índia , país onde o budismo nasceu. Na Índia encontra-se com Nehru e, tal como Ghandi, defende sempre a não violência afirmando:

“Sou um adepto fervoroso da doutrina da não violência, que foi ensinada pela primeira vez pelo Buda, sendo depois praticada pelo santo e líder Mahatma Gandhi”

A partir daí, tal como Tulku Pema Wangyal Rinpoché, tão bem expressa:

”O Dalai Lama torna-se no símbolo da luta dramática pela sobrevivência do Tibete enquanto nação”.

Líder espiritual de todas as escolas budistas tibetanas, é um factor de união e de construção da identidade cultural dos tibetanos no exílio (e que já nasceram fora do Tibete) e de muitos ocidentais que encontraram no budismo uma ferramenta espiritual.

A actividade do Dalai Lama tem duas vertentes: uma é a preservação dos ensinamentos budistas de forma não sectária, promovendo o diálogo inter-religioso, e outra a conservação da cultura e identidade do povo tibetano em todos os seus aspectos.

O Dalai Lama organizou 53 colónias Tibetanas na Índia e no Nepal, fundou institutos para preservar as artes, a história sagrada e a medicina tradicional do Tibete.

No ano de 1967 visita pela primeira vez o estrangeiro, a Tailândia e o Japão. A partir daí percorre o mundo: encontra-se com o Papa João Paulo II, dá conferências em Harvard, ensina o budismo a muitas pessoas, entre elas artistas como Richard Gere.

Promove o diálogo entre o budismo e a ciência ocidental encontrando-se com cientistas. Entre eles encontra-se um português, o Dr. António Damásio (4) (professor de Neurologia na Universidade de Yowa, U.S.A.), que em 1989 participa com o Dalai Lama num encontro sobre budismo e neuro ciência.

O Ocidente reconhece finalmente a sua acção não violenta para preservar a cultura tibetana e a paz no mundo, com a atribuição do Prémio Nobel da Paz em 1989.S.S. Dalai Lama confere muitas vezes a iniciação do Kalachakra que dura três dias, para promover a paz e a tolerância no mundo.

www.casadaculturadotibete.org

http://www.cineteka.com/index.php?op=Movie&id=000148

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Robert Edwin Peary foi o primeiro explorador que chegou ao Pólo Norte


“Enfim, o pólo! Recompensa de três séculos, meu sonho e minha ambição durante 23 anos. Meu,finalmente. Não posso crer. Tudo me parece tão simples!” Foi assim que Robert Edwin Peary descreveu as sensações que o emocionaram ao atingir os 90º de latitude norte.
Era o dia 6 de Abril de 1909 e faltava exactamente um mês para que este experiente explorador completasse 53 anos. Aproveitara aquela que sabia ser a sua última oportunidade para realizar o sonho de uma vida: ser o primeiro a alcançar aquele ponto invisível no centro dos brancos, imensos e desolados bancos de gelo do Árctico. Nascido em Cresson, no estado norte-americano da Pensilvânia, em 1856, Peary ficara órfão de pai aos dois anos. Unido à mãe por laços muito estreitos, estudou engenharia no Bowdoin College de Brunswick e, depois de trabalhar durante algum tempo como taxidermista, explorando uma paixão cultivada na adolescência, alistou-se na guarda costeira (1879) e, mais tarde, ingressou na Marinha de Guerra norte-americana (1881). Foi nessa qualidade que, em 1885, com o posto de tenente, viajou até à Nicarágua como membro de uma missão encarregada de estudar o projecto de um canal interoceânico, que mais tarde seria aberto no Panamá. Ali, na selva local, sentiu a atracção pelas terras virgens:

“Alegro-me por viver no mundo de hoje e não num futuro em que não haverá lugares novos, em que o homem terá pisado todas as regiões do planeta”

, escreveu à mãe. Anos antes, confiara-lhe igualmente um dos impulsos mais profundos do seu ser: “Quero que o meu nome venha a ser um ‘Abre-te Sésamo’ nos círculos cultos e elegantes de toda a parte."

Texto de Josep Maria Casals


sábado, 22 de março de 2008


· Quaresma - Inicia na quarta-feira de cinzas e termina no domingo de Ramos (uma semana antes da Páscoa)

· Domingo de Ramos - Celebra a entrada de Jesus em Jerusalém. Domingo anterior à Páscoa.

· Quinta-Feira Santa - Dia em que se celebra a instituição da Eucaristia por Cristo. A quinta-feira anterior à Páscoa. Feriado nacional.

· Sexta-feira Santa - Dia que relembra a morte de Cristo. Não há missas, somente uma acção litúrgica às 15:00 hs. A sexta feira anterior à Páscoa. Feriado nacional.

· Sábado Santo - Sábado de Aleluia - Sábado da Solene Vigília Pascal - o sábado de véspera. Feriado nacional.

· Ascensão do Senhor - o sexto domingo após a Páscoa.

· Pentecostes - o sétimo domingo após a Páscoa.

· Santíssima Trindade - o domingo após Pentecostes.


Da mesma forma que há dois mil anos o Cristo foi traído, criticado, hostilizado, julgado e condenado, continuamos a cometer atrocidades semelhantes contra o nosso Cristo Interior e contra o Cristo em nossos semelhantes,

A crucificação do Cristo Interior acontece sempre que confiamos no mundo exterior, ou seja, no dinheiro, remédios, oráculos e toda sorte de absurdos. Acontece quando nos esquecemos do poder total e único do nosso Cristo Interior.

Lucia Helena dos Santos

domingo, 3 de fevereiro de 2008

POMBO GUERREIRO


O pombo-correio é uma variedade domesticada do pombo-comum.

Os pombos-correios foram usados para carregar as mensagens escritas em papel num tubo pequeno unido a um pé; por isso o nome de pombo-correio.

Na Iª Guerra Mundial, mais de 30.000 pombos foram utilizados nas frentes de combate, sobressaindo o episódio do forte de Vaux e a história da heróica batalha de Verdun; A Alemanha reconhecendo o perigo, ordenou o extermínio dos pombos-correio nas regiões ocupadas.

Na 2ª Guerra Mundial assistiu-se ao êxito das mensagens sempre que as comunicações via rádio eram interceptadas ou perturbadas pelos adversários.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

www.pordarfur.org

Darfur é uma região localizada no extremo oeste do Sudão, esse é dividido em três estados, denominados de Darfur ocidental, Darfur do sul e Darfur do norte.

Darfur possui uma população aproximada de 5,5 milhões de pessoas que vivem com pouco acesso à escola e aos serviços governamentais, trata-se de uma área de pouco desenvolvimento, os povos locais são divididos em três tribos que são os Fur, Masalit e os Zaghawa, são basicamente todos negros e muçulmanos.

Em Fevereiro 2003, iniciou-se um conflito, o ponto de partida da ofensiva foram os rebeldes que lutam pela separação de seu território, afirmaram que o governo a qual eram subordinados agia representando apenas a elite de religião islâmica, e por outro lado tratava as pessoas de Darfur com displicência, ou seja, eram deixados de lado. Darfur é composta quase totalmente por negros, com actividade económica ligada à produção agrícola e alguma criação animal.

O governo sudanês respondeu de forma violenta e repressora as ofensivas dos rebeldes separatistas, apoiados pela milícia dos árabes que habitavam o local e que eram chamados de Janjaweed, o governo esperava acabar com os rebeldes que eram de religiões e etnias diferentes.

O conflito de Darfur deixou um saldo bastante desumano, segundo as estimativas da ONU a guerra civil já deixou cerca de 30 mil mortos e milhões de refugiados. De acordo com estudos e estimativas da OMS (Organização Mundial de Saúde) a realidade no qual vive os refugiados do conflito é extremamente degradante, aproximadamente 10 mil pessoas morrem mensalmente vítimas da violência, fome e das diversas doenças.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Protocolo de Kyoto


Este protocolo é um acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 Fevereiro de 2005. O principal objectivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Ludwig van Beethoven

Ludwig van Beethoven

(Bona, 1770 - Viena, 1827)


Músico alemão. Filho e neto de músicos, destaca-se muito cedo como pianista e improvisador. Desfruta de excelentes mestres desde muito jovem e recebe algumas lições de Haydn, Mozart e Salieri. Mudando-se para Viena, encontra protectores ricos e poderosos e um meio muito favorável ao desenvolvimento das suas capacidades. Os seus protectores, o príncipe Lichnowsky, o barão Van Swieten, o arquiduque Rodolfo e outros, põem à sua disposição os executantes e artistas de que necessita para a audição das suas composições. Desta primeira época são o Concerto para Clavicórdio ou Piano Forte em Mi Bemol Maior, várias sonatas, entre elas a Patética, e o célebre Septeto. Cerca de 1790 manifesta-se-lhe a surdez, que acaba sendo total. Além disso, padece de afecções intestinais contínuas. Mas nem por isso diminui o seu ímpeto criador. Em 1802, após uma profunda crise espiritual, aceita a sua surdez.

A sua segunda etapa vai de 1801 a 1814. Nela reforma a estrutura clássica da sinfonia, compondo as Segunda, Terceira ou Heróica, Quarta, Quinta e Sexta sinfonias. Nesta, a Pastoral, tipicamente pré-romântica, idealiza a vida do campo. É também a época de Fidélio, ópera que compõe e retoca várias vezes até a dar por concluída. Compõe, além disso, nesta época as suas sonatas mais famosas: Aurora, Appassionata, Sonata a Kreutzer, etc. Em 1808, Jerónimo Bonaparte tenta atraí-lo para a sua corte de Kassel, mas os seus protectores dão-lhe uma pensão anual para que permaneça em Viena. Contudo, e por causa da guerra, entre 1811 e 1815 passa por dificuldades económicas.

Em 1815 inicia-se a sua última etapa, à qual pertencem as últimas sonatas para piano, os últimos quartetos, a Grande Fuga para instrumentos de arco, a Missa Solemnis em Ré Maior (acabada em 1823) e, sobretudo, a Nona Sinfonia, cujo último movimento, com seus coros e recitativos (novidade importante), é uma explosão de alegria, admirável num homem que tem motivos mais que suficientes para estar amargurado. Em 1826, as doenças sucedem-se: pneumonia, hidropisia, cirrose hepática.

Não faltam admiradores e protectores a Beethoven e, em 1815, no momento do Congresso de Viena, celebra-se uma grande recepção em sua honra. O seu carácter torna-o brusco em parte por causa da surdez, mas também pelos seus fracassos sentimentais. Conhece Goethe e é visitado pelos grandes músicos da época: Cherubini, Schubert, Listz (ainda muito jovem), Rossini e outros. A sua influência sobre as gerações posteriores é enorme, e dele pode dizer-se que transforma a música ocidental, de que é um dos compositores mais representativos.

Ouvir_http://br.youtube.com/watch?v=vQVeaIHWWck

Artigo retirado de_www.vidaslusofonas.pt

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Reuters

A companhia foi fundada pelo alemão Paul Julius Reuter, um pioneiro dos serviços telegráficos. Em 1940, foi realizado um filme de Hollywood sobre Reuter: "A Dispatch from Reuters". Edward G. Robinson representava o imigrante alemão de ascendência judaica que no seu escritório de Londres, em Outubro de 1851, começou a transmitir informações do mercado de acções entre Paris e Londres através do novo cabo telegráfico Calais-Dover.

www.reuters.com

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Brites de Almeida: Uma farense para a história...


Na História de Portugal estão vários nomes femininos que, de uma forma ou de outra, deram um importante contributo na formação do nosso país. De entre os mais marcantes e inspiradores, Brites de Almeida é, certamente, um deles.

O nome, à primeira vista, pode não parecer muito familiar, mas Brites de Almeida é nada mais, nada menos, que a conhecidíssima Padeira de Aljubarrota!

Dividem-se as opiniões no que toca à existência desta personagem- uns acreditam ser apenas um mito inspirado no sentimento de resistência e combate ás invasões castelhanas, outros defendem que a Padeira de Aljubarrota era uma figura femenina que existiu na realidade e que se destacou para sempre na História Nacional pela sua bravura- mas independentemente destas, sabe-se que existiu realmente em Aljubarrota, na época da batalha com o mesmo nome, uma padeira chamada Brites de Almeida. Inclusive, as ruínas da sua casa encontram-se em Alcobaça numa praça com o seu nome e onde também está erguida uma estátua em sua homenagem.

E perguntarão certamente: porquê falar na Padeira de Aljubarrota, num blogue sobre a cidade de Faro? O que tem a Padeira de Aljubarrota a ver com Faro?

Pode parecer estranho à partida, mas acreditem que não se trata de um absurdo, ou de uma qualquer descoordenação de temas. Não. É que Brites de Almeida, dada como a famosa "Padeira de Aljubarrota" que marcou a História, é farense de nascença. É um facto ainda pouco, ou talvez nada divulgado, e por isso, desconhecido para a maioria das gentes da nossa terra, e para o resto dos portugueses em geral.

E para não se ferirem susceptibilidades sobre este assunto, convém ficarem a conhecer a história desta personagem:
Brites de Almeida nasceu em meados do século XVI, em Faro, tinha a nossa cidade na altura, a designação de Santa Maria de Faaron. Era originária de uma família muito humilde, e é geralmente descrita como sendo, já em pequena, uma criança alta, forte e musculada meio "Maria-rapaz" que gostava de se envolver em brigas. Quando tinha 20 anos, os pais morreram e ela usou o pouco dinheiro que eles lhe deixaram para aprender a manejar a espada, algo que só os homens nobres faziam naquele tempo. Então para ganhar dinheiro, Brites entrou em feiras para lutar com homens. Certo dia, um soldado desafiou Brites: se o soldado ganhasse, Brites casaria com ele, se ele perdesse, Brites mata-lo ia. E Brites acabou por vencê-lo...

Mas naquela época, matar um soldado era crime e para fugir à justiça, Brites roubou um bote com o intuito de fugir para Castela, mas um grupo de piratas raptou-a e vendeu-a como escrava. Como era uma verdadeira "mulher coragem", passado um ano Brites consegue fugir para Portugal com mais dois outros escravos portugueses. Algumas versões referem ainda que a embarcação onde Brites se deslocava foi apanhada por uma tempestade e foi parar à praia da Ericeira. Como ainda era procurada pela justiça, Brites cortou os cabelos, disfarçou-se de homem e tornou-se almocreve. Mesmo assim, ainda teve alguns sarilhos, então Brites, já vestida de mulher, apanhou um barco para Valada acabando por ir parar a Aljubarrota.

Já cansada e sem forma de ganhar dinheiro, começou a pedir esmola à porta de um forno. A padeira, que era já idosa, ao olhar para Brites reparou na sua forte constituição e viu que era a pessoa ideal para a ajudar e para continuar o negócio.

Mais tarde, em 1385 deu-se a conhecida batalha. Como a maioria dos portugueses, Brites estava ao lado de D. João, Mestre de Avis e não queria os espanhóis a governar Portugal. Depois de Nuno Álvares Pereira vencer os espanhóis na batalha, Brites liderou o grupo de populares que perseguiu os espanhóis em fuga. Quando regressa a casa, no dia 14 de Agosto do mesmo ano, a padeira encontrou escondidos no forno do pão, sete castelhanos. Á medida que eles iam saíndo do forno, a padeira matava-os à pazada. Existem várias versões, uma refere que Brites cozeu os castelhanos vivos dentro do forno, outras aumentam o número de castelhanos.

A história conta ainda que, quando Brites fez quarenta anos se casou com um lavrador rico que admirava e que chegou a ter filhos.
São várias versões desta lenda, mas é natural que ao longo do tempo, se tenham alterado e acrescentado outros pormenores à história. Porém, sejam alguns factos verídicos ou não, Brites de Almeida é realmente um exemplo da coragem e da bravura lusitana. Mais uma farense que engrandeceu a História do nosso país.

E embora os maiores feitos e proezas de Brites de Almeida, não se tenham destacado necessariamente em Faro e no Algarve, deveriam ser maiores as referências sobre esta figura histórica ser farense. Os farenses e os algarvios têm o direito de saber, que na batalha de Aljubarrota, esteve também na luta uma conterrânea sua, que também pela valentia com que fez frente aos castelhanos, se tornou para sempre, num dos grandes mitos da História de Portugal.

Um dos seus grandes mitos femininos. Mais uma grande mulher farense...

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Miguel Torga


Miguel Torga (pseudónimo de Adolfo Correia Rocha)

Nasceu em S. Martinho de Anta (12.08.907) e morreu em Coimbra (17.01.995). É autor de uma obra extensa e diversificada, compreendendo poesia, diário, ficção (contos e romances), teatro, ensaios e textos doutrinários.
Em 1934, ao publicar o ensaio intitulado A terceira voz, o médico Adolfo Rocha adopta expressamente o nome de Miguel Torga. Associando o fitónimo “torga” – evocativo de resistência e de pertinaz ligação à terra, propriedades de um pequeno arbusto do mesmo nome- a "Miguel"- nome de escritores ibéricos (Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno), de artista visionário e genial (Miguel Ângelo) e de Arcanjo com forte motivação semântica (“Quem como Deus”), o poeta (então, com apenas 27 anos) escolhe um programa ético e estético centrado no confessionalismo e na busca de autenticidade.
A dominante autobiográfica é, de resto, uma marca geracional. Não pode esquecer-se que Torga viria a participar, por pouco tempo, no movimento da Presença, vindo a demarcar-se dele, não tanto por força de divergências substantivas mas em virtude de um fortíssimo impulso individualista.
A essa luz de obstinada independência ganha também importância a forte relação que o autor mantem com a terra natal. É sabido, por exemplo, que a Agarez d' A Criação do Mundo (conjunto de seis livros autobiográficos, publicados entre 1937 e 1981) constitui o sucedâneo da sua S. Martinho de Anta, afirmando-se como contraponto apaziguante das muitas peregrinações empreendidas, por escolha livre ou por força das circunstâncias. A partir de certa altura, a dialéctica entre aproximação e distância fixa-se essencialmente em torno de Coimbra (a “Agarez alfabeta”) e das fragas maternais de Trás-os-Montes, onde o poeta volta ciclicamente, sobretudo por ocasião do Natal. Nessa medida, bem pode dizer-se que o regresso constitui, ao mesmo tempo, um prémio e uma revalidação do preito à terra.
Essa dialéctica vivencial aplica-se também ao próprio mundo ficcional criado pelo autor. Um exemplo disto mesmo encontra-se no conto intitulado “A Paga (Contos da Montanha) quando Matilde, “desgraçada” por um Don Juan rústico (o Arlindo), se vê vingada pelos irmãos (Cândido e Albino) regressados do Brasil para, em dia de romaria a S. Domingos, restabelecerem a justiça da terra. Punido na sua capacidade fecundante, o Arlindo constitui o exemplo do varão excessivo, que atraiçoa as leis morais necessárias ao bom funcionamento da comunidade. Por via disso mesmo, o castigo teria de lhe ser imposto por filhos da mesma terra, que a ela voltaram com esse fim, em sinal de pertença eterna.
Esta linha de fidelidade aos espaços maternos e de busca íntima alcança outro tipo de expressão na escrita lírica.
Iniciado em 1928 com o livro Ansiedade (entretanto renegado), o lirismo de Torga ganha corpo através de um conjunto de livros autónomos e ainda por força de um vasto conjunto de poemas espalhados ao longo dos 16 volumes do Diário, publicados entre 1941 e 1993.
Nele comparece a ideia de uma Natureza matricial contraposta às hipocrisias sociais (no que lembra muito o bucolismo de Sá de Miranda); Nele avulta, por outro lado, a noção de que a escrita literária (e a inspiração lírica, em particular) excede o plano da consciência e da programação racional para se inscreverem, de facto, no âmbito da transcendência órfica. De facto, mais do que imitar a realidade, a poesia de Torga reinventa-a sem cessar, tal como Orfeu conseguia modificar a paisagem envolvente através da melodia do seu canto. Para além de tudo, e ainda à semelhança do pastor da Trácia, o objectivo último do poeta é sempre o de resgatar a amada Eurídice (que tem, neste caso, o nome de Pátria), arrancando-a ao negrume do Hades e devolvendo-a à luz e à esperança do futuro.
Na constância do seu projecto cívico e artístico, Miguel Torga revela-se um caso raro de perseverança na ligação à terra em que nasceu: a Trás-os-Montes e a Portugal, por inteiro. Historicamente situado numa encruzilhada onde Tradição e Modernidade se afrontam, o escritor aparece sistematicamente do lado do progresso, tanto em termos estéticos como em termos cívicos. Nessa medida o encontramos claramente alinhado pelo Modernismo, no que a palavra pressupõe de representação livre e criativa de ideias e emoções. Do mesmo modo que o encontramos apostado no combate por uma democracia respeitadora da história e construtora de um futuro responsável.
Mas é justamente a esse nível que se pode assinalar a principal “contradição” do seu ideário. É que, contra as expectativas de alguns, Miguel Torga, que havia contestado vigorosa e repetidamente a “Ordem” do Estado Novo, viria a revelar-se um crítico do Portugal democrático: terciarizado, amnésico, consumista e europeu. Nesse registo de resistência (tantas vezes glosado ao longo do Diário) Torga acaba assim por se integrar definitivamente na linhagem dos poetas e pensadores portugueses de Melancolia, onde se contam nomes como Sá de Miranda, Camões, Oliveira Martins, Antero, Teixeira de Pascoais ou Fernando Pessoa.
O próprio facto de todos eles terem sido, de algum modo, derrotados pela história contribuiu para os converter em poderosa referência contrastiva. Não admira, por isso, que na maioria dos casos evocados, a influência estética tenda a confundir-se com os efeitos do magistério cívico. No que diz directamente respeito a Miguel Torga, é sintomático que, passada apenas uma década sobre a sua morte, ele se tenha já tornado num dos escritores portugueses de mais evidente consumo público, quer através de uma presença significativa no cânone escolar (onde entrou, pela primeira vez, em 1976) quer através de outro tipo de consagração, como seja o patronato de um numeroso conjunto de escolas (de diferentes níveis de ensino) e de bibliotecas. Do mesmo modo, a sua obra tem vindo a ser traduzida para a generalidade dos idiomas europeus e ainda para chinês e japonês. Assinale-se, por fim, o facto bem ilustrativo de Miguel Torga ser, talvez, o escritor mais citado por parte dos titulares de cargos públicos, parlamentares e políticos portugueses, em geral.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

George Wells

A Máquina do Tempo (The Time Machine), 1896
A Guerra dos Mundos (The War of the Worlds), 1898

Herbert George Wells


Nasceu, no dia 21 de setembro de 1866, em Bromley, na Inglaterra. Wells recebeu uma bolsa de estudos para a Escola Normal de Ciência em Londres. Período em que se tornou amigo do famoso biólogo Thomas H. Huxley. Depois da escola, trabalhou como contador antes de se tornar escritor.
Em 1895, Wells publicou seu clássico romance A Máquina de Tempo, sobre um homem que viajava ao futuro. O livro foi um sucesso, em seguida publicou A Ilha de Dr. Moreau (1895), O Homem Invisível (1897), e talvez a sua mais popular novela: A Guerra dos Mundos (1898). A partir de então, ganhou reputação como um pioneiro da ficção científica.
Wells publicou também vários romances cômicos socialmente conscientes que ganharam popularidade especialmente Kipps (1905) e A História de Mr Polly (1910).
Interessado sobre o destino da humanidade, Wells uniu-se a Fabian Society, mas a deixou depois de uma disputa com George Bernard Shaw, outro sócio proeminente. As opiniões socio-políticas controversas de Wells serviram como a base para vários trabalhos que lidavam com o papel da ciência em sociedade e a necessidade por uma paz mundial, sendo desse período: O Esboço de História (1920) e O Trabalho, Riqueza e Felicidade Humana (1932).
Wells ficou conhecido em todo mundo através de uma série de obras que recordavam por vezes a fantasia científica do francês Júlio Verne. As histórias de Wells desafiavam as convicções dos leitores, muitos acreditavam que o mundo se tornaria como o escritor o criava.
Por causa da crítica desfavorável à sua obra comercial, Wells tentou evoluir para um gênero mais dogmático, mas não alcançou tanto sucesso. Suas obras podem classificar-se em novelas puramente literárias, ensaios, novelas de antecipação científica, novelas sociais e obras de divulgação histórica, política e científica.
Em 1904, publicou Guerra Aérea, onde antecipou os efeitos dos bombardeios, que foram realidade da Segunda Guerra Mundial. Wells morreu em 1946.

Obras

The Time Machine (1895 )
The Time Machine, and Other Stories (1896)
The Stolen Bacillus and Other Incidents
The Wonderful Visit
The Island of Dr. Moreau (1896)
The Invisible Man (1897)
The Plattner Story and Others
Thirty Strange Stories
The War of the Worlds
(1898)
Tales of Space and Time When the Sleeper Wakes
The First Men in the Moon (1901)
The Sea Lady
Twelve Stories and a Dream
Anticipations
The Food of the Gods
A Modern Utopia (1905l)
Kipps (1905)
The History of Mr Polly
The New Machiavelli
In the Days of the Comet (1906)
The Country of the Blind and Other Stories
New Worlds for Old (1908)
The Door in the Wall and Other Stories
Tono-Bungay (1909)
Ann Veronica (1909)
The World Set Free (1914)
The Undying Fire
Tales of the Unexpected
Tales of Life and Adventure
Tales of Wonder
Men Like Gods (1923)
The Dream (1924)
Christina Alberta's Father (1925)
The Empire of the Ants and Other Stories
The War in the Air
The Famous Short Stories of H.G.Wells

Jorge Amado (10 de Agosto de 1912 / 6 de Agosto de 2001)

Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado.
Com um ano de idade, foi para Ilhéus, onde passou a infância. Fez os estudos secundários no Colégio Antônio Vieira e no Ginásio Ipiranga, em Salvador. Neste período, começou a trabalhar em jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes.
Publicou seu primeiro romance, O país do carnaval, em 1931. Casou-se em 1933, com Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha, Lila. Nesse ano publicou seu segundo romance, Cacau.

Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito, no Rio de Janeiro, em 1935. Militante comunista, foi obrigado a exilar-se na Argentina e no Uruguai entre 1941 e 1942, período em que fez longa viagem pela América Latina. Ao voltar, em 1944, separou-se de Matilde Garcia Rosa.
Em 1945, foi eleito membro da Assembléia Nacional Constituinte, na legenda do Partido Comunista Brasileiro (PCB), tendo sido o deputado federal mais votado do Estado de São Paulo. Jorge Amado foi o autor da lei, ainda hoje em vigor, que assegura o direito à liberdade de culto religioso. Nesse mesmo ano, casou-se com Zélia Gattai.
Em 1947, ano do nascimento de João Jorge, primeiro filho do casal, o PCB foi declarado ilegal e seus membros perseguidos e presos. Jorge Amado teve que se exilar com a família na França, onde ficou até 1950, quando foi expulso. Em 1949, morreu no Rio de Janeiro sua filha Lila. Entre 1950 e 1952, viveu na Tchecoslováquia, onde nasceu sua filha Paloma.
De volta ao Brasil, Jorge Amado afastou-se, em 1955, da militância política, sem, no entanto, deixar os quadros do Partido Comunista. Dedicou-se, a partir de então, inteiramente à literatura. Foi eleito, em 6 de abril de 1961, para a cadeira de número 23, da Academia Brasileira de Letras, que tem por patrono José de Alencar e por primeiro ocupante Machado de Assis. Doutor Honoris Causa por diversas universidades, Jorge Amado orgulhava-se do título de Obá, posto civil que exercia no Ilê Axé Opô Afonjá, na Bahia.
A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba por todo o Brasil. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, existindo também exemplares em braile e em fitas gravadas para cegos.Em 1987, foi inaugurada em Salvador, Bahia, no Largo do Pelourinho, a Fundação Casa de Jorge Amado, que abriga e preserva seu acervo, colocando-o à disposição de pesquisadores. A Fundação objetiva ainda o desenvolvimento das atividades culturais na Bahia.
Jorge Amado morreu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. Foi cremado, e suas cinzas foram enterradas no jardim de sua residência, na Rua Alagoinhas, em 10 de agosto, dia em que completaria 89 anos.



quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Aristides de Sousa Mendes [1885-1954]

Nasceu em 19 de Julho de 1885, na pequena localidade de Cabanas de Viriato, perto de Mangualde (Portugal).
Estudou Direito em Coimbra, licenciando-se em 1907.A 12 de Maio de 1910, foi noeado cônsul de 2ª classe naa Guiana Britânica, passando depois a exercer funções em Zamzibar, onde ganhou muito prestígio.
Em 1918, em plena ditadura de Sidónio Pais, foi promovido a cônsul de 1ª classe. Devido à sua simpatia pela causa monárquica ficou inactivo de 1919 até 1921, altura em que foi convidado a dirigir o consulado em S. Francisco.Com o golpe de Estado de 28 de Maio de 1926, Sousa Mendes foi nomeado cônsul em Vigo. Apoiando e servindo desde o seu início o regime ditatorial, recebeu várias vezes louvores de Salazar. Todavia, com o afastamento do irmão do cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros, Sousa Mendes ficou revoltado com o Governo.De 1931 a 1938 foi cônsul em Antuérpia, sendo então transferido para Bordéus. À medida que crescia na Europa o Nazismo, crescia também o número de refugiados, sobretudo judeus. Muitos deles foram para Bordéus, então sob o governo de Vichy. Aí, Sousa Mendes concedeu milhares de vistos a judeus que procuravam escapar ao extermínio nazi. Esta atitude desagradou muito a Salazar, que o destituiu em 1940. Sousa Mendes ainda apelou para o Supremo Tribunal Administrativo e para a Assembleia Nacional, mas de nada lhe valeu. Em Bordéus, porém, foi-lhe erguida uma estátua.
Aristides de Sousa Mendes acabou por morrer em 1954, com imensas dificuldades financeiras. Em 1987, o presidente da República Mário Soares conferiu-lhe, a título póstumo, a Ordem da Liberdade. Em 1989, a Assembleia da República reparou a grave injustiça que lhe fora cometida, reeintegrando-o no serviço diplomático por unanimidade e aclamação.


quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Bíblia de Gutenberg


Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg (cerca da década de 1390 - 3 de Fevereiro de 1468), foi um inventor alemão que se tornou famoso pela sua contribuição para a tecnologia da impressão e tipografia.
Inventou uma liga para os tipos de metal e tintas à base de óleo, além de uma prensa gráfica, inspirada nas prensas utilizadas para espremer as uvas no fabrico do vinho. Tradicionalmente, crê-se que teria inventado os tipos móveis - que não foram mais, no entanto, que uma melhoria dos blocos de impressão já em uso, então, na Europa. Acredita-se que a imprensa foi uma das maiores invenções da humanidade.

A Bíblia de Gutenberg é o incunábulo impresso da tradução em Latim da Bíblia, por Johann Gutenberg, em Mainz, também conhecida em português como Mogúncia Alemanha. A produção da Bíblia começou em 1450, tendo Gutenberg usado uma prensa de tipos móveis. Calcula-se que tenha terminado em 1455. Essa Bíblia é considerada o incunábulo mais importante, pois marca o início da produção em massa de livros no Ocidente.
Uma cópia completa desta Bíblia possui 1282 páginas, com texto em duas colunas; a maioria era encadernada em dois volumes.
Acredita-se que 180 cópias foram produzidas, 45 em pergaminho e 135 em papel. Elas foram impressas, rubricadas e iluminadas à mão em um período de três anos.